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Após a revelação do prefeito Luciano Duque [veja], de que o fim do Programa Mais Médicos no Brasil – ocasionado após declarações polêmicas do presidente eleito Jair Bolsonaro -, pode acarretar no fechamento de, pelo menos, cinco unidades básicas de saúde em Serra Talhada, moradores do Mutirão abriram o verbo durante o Programa Farol de Notícias, neste sábado (17).

O Mutirão é um dos bairros mais carentes da cidade. Na opinião da líder comunitária Regina Gualberto, o fim dos ‘Mais Médicos’ trará um prejuízo incalculável à população do local. Ela lamentou que, já antes mesmo de assumir, Jair Bolsonaro esteja provocando tanto prejuízo aos mais pobres.

Desde já agradeço por este espaço para demonstrar a insatisfação da comunidade em relação a este assunto. Eu só tenho a lamentar a perca não só com relação a médica aqui do bairro Mutirão, mas sobre todos os médicos cubanos que estavam fazendo um excelente trabalho em Serra Talhada. A população aqui já tinha uma relação de carinho muito forte com ela, fazia visitas nas casas das pessoas e fazia atendimento nos PSFs, de manhã e tarde ela estava na comunidade”, disse Regina, lamentando:

Aí você veja, e as comunidades carentes? Como irão ficar agora? Porque para quem tem dinheiro é fácil, pega o dinheiro, paga consulta. E para a maioria que não tem? A comunidade como um todo está num misto de tristeza e revolta, porque o presidente nem assumiu ainda e já estamos sentido na pele a força de tudo o que vem por aí, para todos nós, os que mais precisam”.

ENQUETE

Nas contas do prefeito Luciano Duque, cerca de 20 mil pessoas em Serra Talhada serão prejudicadas com o fim dos Mais Médicos. O Farol abriu enquete no rádio e perguntou: Você acredita que com o fim dos Mais Médicos, a saúde em Serra Talhada vai melhorar ou piorar?

A consulta reuniu 66 ligações. Deste total, apenas 5 pessoas disseram que irá melhorar e 61 ouvintes telefonaram para lamentar o fim do programa, acreditando que o futuro dos brasileiros daqui para a frente só irá piorar.

Declarações de Bolsonaro

O governo cubano informou na última quarta-feira, 14, que está se retirando do programa social Mais Médicos após declarações “ameaçadores e depreciativas” do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que anunciou mudanças “inaceitáveis” no projeto.

Cuba tomou a decisão de solicitar o retorno dos mais de 8 mil médicos cubanos que trabalham hoje no Brasil depois que Bolsonaro questionou a preparação dos especialistas e condicionou a permanência no programa “à revalidação do diploma” além de ter imposto “como via única a contratação individual”.


Com a provável saída dos médicos cubanos, Serra Talhada, no sertão de PE, deve perder 4 profissionais que clinicavam nas UBS’s (Unidades Básicas de Saúde), o termo é deve, pois não se sabe se estes manifestarão interesse em se rebelarem contra o governo do seu País e aceitar as condições (trazerem as famílias e fazerem o REVALIDA) para continuar trabalhando no Brasil, o que é possível ocorrer, uma vez que muitos outros médicos cubanos já sinalizam nessa direção.

Mas imaginando que não seja possível, que os casos dos médicos que atuam no município sejam irreversíveis e a prefeitura precise contratar 4 profissionais brasileiros para substituírem, faço a pergunta: o município que é reconhecido como polo médico, não conseguirá encontrar 4 (quatro) clínicos gerais (já que os cubanos só clinicavam) para ocuparem essas vagas? 


Outra: se era possível pagar R$ 11.500,00 (onze mil e quinhentos reais) por cada médico Cubano (via cuba que ficava com R$ 8.500,00), porque não pode pagar esse valor ao profissional brasileiro? 


Uma última: se o cinto precisar ser apertado, já que o prefeito Luciano Duque sempre reclama que os recursos são escassos, seria possível reformar o secretariado, extinguindo secretarias, para que os recursos apareçam, sem que administração seja prejudicada? Para todas as perguntas, acreditamos que sim

O que estamos vendo é ser exercido o oportunismo para fazer política partidária com o problema, atribuindo responsabilidades a quem não têm, assim como fugindo das suas. 


Até agora o município não apresentou saídas. Limita-se a reclamar e dizer que o cidadão vai ficar sem atendimento nos postos mais próximos de casa. 


Como parece que o gestor esqueceu, vale lembrar que aquele que é eleito para gerir a cidade precisa ter capacidade de gerenciar o ônus e o bônus. 


Ser prefeito não se resume a prestigio e “caneta poderosa na mão”.




A ingratidão do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que implantou programa ‘Menos Médicos‘, expulsando os médicos cubanos do país, foi proporcional ao número de votos que ele recebeu no próspero município de Ponta Grossa (PR).

Na eleição de outubro, Bolsonaro obteve 74% dos votos válidos (137.776) entre os pontagrossenses e — como recompensa — os moradores da cidade perderam 75% dos médicos das unidades de saúde.
Sem dúvida, este é o problema mais grave em todo o meu governo”, reconheceu o prefeito Marcelo Rangel (PSDB).
Dos 80 médicos que atendem nas unidades de saúde de Ponta Grossa, 60 deles eram cubanos do programa Mais Médicos.
Segundo o prefeito tucano, o programa ‘Menos Médico’ do presidente eleito afetará diretamente 240 mil pessoas no município.
Ponta Grossa fica a 110 km de Curitiba, na região dos Campos Gerais, e possui 350 mil habitantes.
No dia seguinte à eleição de Jair Bolsonaro, vários franceses fizeram uso da mesma plataforma que ajudou a levar o candidato do PSL à presidência do Brasil: eles invadiram o WhatsApp, só que de mensagens de preocupação e de tristeza a seus amigos brasileiros. Muitos deles não entendiam como o povo do “país do carnaval e da festa” foi guiado por um discurso machista, homofóbico e racista – um discurso de ódio. 

A RFI entrevistou estrangeiros que já conhecem ou que tinham interesse de visitar o Brasil pela primeira vez mas que, diante do atual cenário, desistiram de fazer uma viagem ao país. 
De acordo com dados do Banco Central e publicados pelo ministério do Turismo, os estrangeiros que foram ao Brasil em agosto de 2018 gastaram US$ 482 milhões, 6% acima do valor do ano anterior, que foi de US$ 455 milhões. O ganho nos primeiros oito meses, por sua vez, girou em torno de US$ 4,13 bilhões, um crescimento de 4,7% em relação ao mesmo período de 2017. Mas se depender de turistas como a francesa Corinne M., os lucros nessa área, a partir de agora, só vão diminuir.
Jurei para mim mesma que não colocaria os pés enquanto esse cara estiver no poder”, disse categoricamente Corinne M., que afirma ter uma forte ligação com o país. “Visitei o Brasil quando dei a volta ao mundo e fiquei apaixonada. Tanto que, quando voltei à Paris, decidi aprender o português e tinha vontade de me mudar para lá. Desde então, devo ter voltado pelo menos uma vez por ano, cinco vezes no total”, conta.
Minha opinião é parcial, porque tenho uma relação de paixão com o Brasil. É mais do que alguém que planeja suas férias e muda de ideia por causa de Bolsonaro. O que tenho a dizer é que estou decepcionada que uma maioria tenha votado por um fascista”, declara Corinne. “Eu sei, por ter vivido anos na África, que existem países demais vivendo sob uma ditadura que não escolheram e agora temos uma maioria de brasileiros que escolhe para si uma ditadura. É insuportável”, diz.
Corinne explica que o sentimento é de que, após todas suas visitas, há uma face do Brasil que ela ignorou. “Para mim, no país que eu conheço e que eu amo, era inimaginável que os brasileiros pudessem fazer uma escolha dessas. Por essa razão, não posso mais planejar uma viagem ao Brasil. Da mesma forma que não posso colocar os pés nos Estados Unidos de [Donald] Trump. Para mim, não é possível”.



"Não darei dinheiro a governo autoritário"
A atitude de Corinne M., que faz oposição a governos que vão contra seus ideais democráticos, é a mesma de Marc Luc, parisiense que não conhece o Brasil, mas que tinha planos de visitá-lo no futuro. “Sou alguém bastante engajado, temos todos nossos próprios valores e o novo governo brasileiro não tem nada daquilo em que eu acredito. A forma como ocorreu a campanha eleitoral, como Lula não pôde se apresentar... Tudo isso mostra que o novo governo não compartilha de meus ideais. Nem na questão do autoritarismo, nem na repressão de minorias, numa política que não é nem aberta, nem progressista. Não tenho vontade de fazer turismo e dar dinheiro a um Estado que vai aplicar esses valores”, diz.
Eu tinha uma imagem festiva do Brasil, que deve ser bastante parcial e que não representa a realidade do país, que é grande e complexo. Mas eu pensava que era um país receptivo e onde a vida era agradável e a eleição de Bolsonaro simboliza mais um fechamento dentro de si mesmo do que uma abertura para o exterior. E isso não dá vontade de visitar”, explica Marc Luc.
O francês afirma que o discurso agressivo de Bolsonaro não vai influenciar na escolha de todos os turistas, que querem apenas ver as praias e a vasta natureza do país, mas que isso deveria ser levado em conta na escolha de uma destinação. “Para mim isso é muito importante. Tudo isso dá a impressão de um país onde o contexto social não é calmo. E se eu tiver que enfrentar a polícia, ou a justiça, porque houve uma agressão, eu não seria muito bem ouvido ou levado em consideração [pelas forças de ordem]”. 
O brasileiro Tiago*, que mora na França há vários anos, planejava ir festejar o carnaval em Recife em 2019 e matar a saudade, mas mudou de ideia após a eleição presidencial. “Estou muito desgostoso com o resultado, com uma parte de minha família. É uma mistura de raiva, angústia, medo e frustração que tomou conta. Não estou com vontade de ir ao Brasil”, lamenta.


Africanos se dizem decepcionados com o país “modelo”
Joel Oliveira, cabo-verdiano que mora em Lisboa, planejava ir ao Brasil em janeiro de 2019, passando por São Paulo, Rio de Janeiro, até Belém, terra natal de um amigo brasileiro. “Mas o pai dele disse para a gente não ir, disse que não está bom lá...”, declara. “Desisti porque, em primeiro lugar, temia que a violência aumentasse. Desde que ele foi eleito, já foram efetuados vários ataques em seu nome, e isso não vai mudar do dia para a noite, após todo o discurso de ódio”.
Ele afirma que apenas o fato da violência, uma realidade que perdura há anos no Brasil, não seria motivo o suficiente para desencorajá-lo de visitar o país. Mas o clima após as eleições e, sobretudo, a vitória de um candidato cujas ideias não agradam a Joel, fizeram com que ele deixasse de lado a viagem planejada. “Não entrava em minha cabeça como as pessoas podiam votar em Bolsonaro. Não sei como alguém como ele chegou ao poder num país como o Brasil. Entendo que as pessoas estejam cansadas, querem novas medidas, mas não é assim que se faz”, diz. “Ainda bem que não comprei as passagens”.
Carla Pereira, que também é de Cabo Verde, mas mora em Lille, no norte da França, já visitou o Brasil em 2013 e passou três semanas viajando por diversos estados. Ela disse que ficou espantada com a eleição de Bolsonaro. “No meu país, o PT não é mal visto, com todas as bolsas criadas e com a evolução das classes mais baixas. Então não esperava nem que Bolsonaro fosse passar para o segundo turno”, explica.
A situação do Brasil, no entanto, não é diferente de diversos países, como os Estados Unidos, a Polônia ou a Hungria, de acordo com Alexandra. “As pessoas precisam ter uma certa segurança e, infelizmente, criam esse sentimento nacionalista, que faz com que elas cometam erros. Não sei ainda o quão dramático será a eleição de Bolsonaro. Será como Trump? Ou será algo bom? Não sei, mas fiquei triste, e não me dá vontade de retornar ao Brasil. Se o país antes já não era muito seguro, com os últimos eventos, não dá vontade de voltar e me dá muita pena porque, para mim, o Brasil é um país muito bonito”.



Resistência turística
No entanto, alguns estrangeiros contactados pela RFI afirmaram que a eleição de Bolsonaro não deve ser vista de forma tão radical. “Não acho que seria uma boa ideia boicotar um país quando ele está ‘na merda’, então acho que se tivesse a oportunidade, iria assim mesmo. Mesmo que seja só para ver meus amigos que vivem lá e que estão desesperados”, declara o francês Karl Testevuide, que mora em Paris.
A italiana Elena Menegaldo, que também vive na capital francesa, tem a mesma opinião. “Ficaria um pouco apreensiva, mas isso não me impediria de visitar o país”. Já a marroquina Yousra diz que vai “esperar para ver”. “Quero ir ao Brasil e no momento ainda não me senti desencorajada. Mas se ele de fato fizer tudo o que disse durante a campanha, sobretudo as medidas sociais, claro que não vou querer ir”, afirma.
Três agências de turismo especializadas no Brasil foram contactadas pela RFI. Uma delas afirmou que não tinha dados e duas não deram retorno.

*O nome foi modificado a pedido do entrevistado



Integrante do comitê executivo da Organização para Libertação da Palestina (OLP) e do Conselho Legislativo Palestino, Hanan Ashrawi considera a decisão de transferir a embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém uma bravata de campanha do presidente eleito Jair Bolsonaro. 
Líder do departamento de Cultura e Informação da OLP,  a ex-deputada palestina espera que a medida não se transforme em realidade. “Não seria bom testar as consequências”, afirma na entrevista exclusiva à RFI Brasil.
Daniela Kresch, correspondente da RFI Brasil em Tel Aviv
O que a senhora pensa sobre essa decisão do presidente eleito do Brasil de transferir a embaixada brasileira para Jerusalém?
Esperamos que isso seja apenas conversa e não se transforme em ação, porque se trata de uma decisão ilegal e muito irresponsável. Seria um passo provocativo e ilegal.
Haverá consequências no relacionamento entre Brasil e os palestinos?
Se acontecer, haverá sérias consequências. Esperamos que seja apenas retórica e que não seja implementada. Não seria bom para o Brasil.
Como assim?
Não seria bom para as relações comerciais do Brasil com o resto do mundo. Não apenas com o mundo árabe ou o mundo islâmico, mas com todo o mundo. O Brasil seria visto como um país que dá um passo ilegal e contra as exigências da paz.


Mas a transferência foi uma promessa de campanha de Jair Bolsonaro.
As pessoas dizem muitas coisas durante as campanhas. O fato de que ele prometeu não torna a promessa implementável. O Trump (presidente americano Donald Trump) prometeu muitas coisas em sua campanha, mas não implementou todas. Trump é repudiado em todo o mundo. Então, não acho que ele queira estar na companhia de Trump e de Netanyahu (o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu) como violadores da lei.
O Brasil ficará isolado, caso isso aconteça?
Sim, claro. A transferência teria consequências diplomáticas e econômicas, além de outras consequências. Ainda há tempo de voltar atrás. Lembro que o Paraguai chegou a transferir a embaixada para Jerusalém e voltou atrás. Tudo é reversível.
A senhora acredita que seria uma mudança muito profunda na diplomacia brasileira no Oriente Médio?
Parece-me que o Brasil sempre teve uma posição de legalidade e moralidade e boas relações com a Palestina e com o mundo árabe, independentemente de diferenças individuais ou de quem tenha vencido eleições. Achamos que isso deveria ser uma constante e as políticas do presidente deveriam refletir essa tradição.
Há uma tentativa da liderança palestina em tentar mudar a decisão?
Estamos apenas pedindo ao Brasil para usar sabedoria e responsabilidade e não dar esse passo. Para estar do lado da justiça e não da ilegalidade. Não seria bom testar as consequências.


Moro afirmou que o deputado que será ministro de Bolsonaro admitiu o erro ao reconhecer que recebeu caixa 2
O senador Roberto Requião (MDB-PR) apresentou uma proposta de legislação que ironiza o juiz Sérgio Moro e o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), depois que o futuro ministro da Justiça minimizou as suspeitas de caixa 2 contra o futuro chefe da Casa Civil no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro.

Moro afirmou que o deputado admitiu o erro, pediu desculpas e tomou as providências para repará-lo.
No projeto 434 de 2018, Requião acrescenta à lei 12.850/2013 a possibilidade de o juiz conceder perdão judicial em caso de crimes eleitorais, contra a administração pública e contra o sistema financeiro nacional caso o réu demonstre arrependimento, confesse a prática do crime e apresente pedido público de perdão e dispensa da pena.
A matéria pretende “dar isonomia com Onyx Lorenzoni a todos aqueles que cometem crime eleitoral”, “concedendo, a alguns, o direito ao perdão, a critério do juiz”.


FONTE: Bahia.ba

Se confirmada, a nomeação garantiria foro privilegiado a Temer. Decisão caberá ao presidente eleito Jair Bolsonaro


São grandes as chances de o presidente Michel Temer ser nomeado embaixador do Brasil após deixar a Presidência. Fontes do Palácio do Planalto e do Ministério das Relações Exteriores (MRE) disseram ao Correio que Temer é um forte candidato para assumir a embaixada em Roma, embora o Itamaraty, procurado pelo jornal, não se pronuncie oficialmente sobre o assunto. 

A indicação é tratada como uma "saída honrosa" para o presidente em fim de mandato. O posto é considerado um dos mais prestigiados do corpo diplomático brasileiro, integrando o imponente Cirtuito Elizabeth Arden, que inclui ainda as representações de Nova York, Londres e Paris. Atualmente, a embaixada é chefiada por Antonio de Aguiar Patriota, diplomata de carreira e ex-chanceler de Dilma Rousseff (PT).

Foro privilegiado


Confirmada a nomeação, Temer manteria o foro privilegiado. Segundo o especialista em relações internacionais Creomar Souza, professor da Universidade Católica de Brasília (UCB), a imunidade dos embaixadores se estende dentro e fora do Brasil. "O que há em Brasília nesse momento é que figuras políticas que ficaram sem cargos eletivos buscam cargos com os quais mantêm o foro privilegiado. O benefício se estende no Brasil e na Itália, nesse caso. A função de embaixador faria com que o presidente se tornasse uma espécie de ministro a serviço do Brasil", afirma.




Além disso, a contar pelos últimos acontecimentos, a embaixada do Brasil em Roma terá grande participação no próximo governo. O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), a quem caberá nomear ou não Temer, se encontrou com o embaixador da Itália para definir as questões sobre a possível extradição do ex-ativista italiano Cesare Battisti, acusado de terrorismo na Europa e exilado no Brasil.


História


A embaixada de Roma já foi ocupada por nomes importantes no serviço exterior, como Paulo Tarso Flecha de Lima, cuja esposa, Lúcia Flecha de Lima, engajou-se para restaurar o Palácio Panphili, edificação barroca construída entre 1644 e 1650, na Piazza Navona.


Desde 1920, é a sede da embaixada brasileira na Itália, tornando-se propriedade da República brasileira em 1964. Ao ser restaurado em 2000, o palácio foi pintado com a cor que tinha no século XVIII. O local tem três pátios interiores e 23 salas com afrescos de artistas famosos, como Giacinto Gimignani, Gaspard Dughet, Andrea Camassei, Giacinto Brandi, Francesco Allegrini e Pier Francesco Mola. O pintor barroco Pietro de Cortona, pintou a longa galeria, entre 1651 e 1654, projetada por Francesco Borromini, com a "História de Eneias".

FONTE: Em.com.br


Raí, 53 anos, está “triste e assustado” com a eleição de Jair Bolsonaro como novo presidente do Brasil

Na última semana eu só pensei em política, valores, o futuro, os meus ideais… Eu fui votar com convicção escolhendo a opção que eu mais me identifico. Eu fiquei preocupado, mas tinha um pouco de esperança dentro de mim. Depois dos resultados eu fiquei triste e até mesmo assustado quando vi as reações das pessoas celebrando a vitória do candidato que já mostrou vários absurdos e valores repugnantes”, disse Raí ao jornal francês L’Équipe na quarta-feira (31/10).
Um dos ex-jogadores mais engajados na política e com trabalho social de relevância, Raí é irmão de Sócrates, jogador e ativista político nos anos de 1980 quando o Brasil vivia a Ditadura Militar. Sócrates, morto em 2011, é um dos fundadores da “Democracia Corinthiana”, um grupo de resistência no futebol na época da ditadura.

Na entrevista, Raí, que tem cidadania francesa desde a época de jogador do PSG nos anos de 1990, disse que optou por permanecer no Brasil quando encerrou a carreira para “ajudar a construir um país melhor”. E deu sua opinião ao L’Équipe a respeito das 60 milhões de pessoas que votaram em Bolsonaro.
Há também pessoas de boa fé que acreditam nas posições conservadoras defendidas pelas igrejas evangélicas. Há milhões e milhões de brasileiros que se sentiram traídos. Essa sensação provocou um terrível desejo de mudança, às vezes motivado pelo ódio. Muitas vezes perturbando os valores essenciais da democracia e os nobres valores do ser humano. Eu não tenho dúvida que muitos brasileiros não acreditam que seu novo presidente colocará em prática as terríveis e inaceitáveis preconceitos que ele falou em público”.
Durante processo eleitoral na semana passada, Raí afirmou ao jornal francês que tentou reverter alguns votos de Bolsonaro para Fernando Haddad.
Quando eu sentia uma abertura, eu tentava convencer as pessoas. Eu acho que mudei alguns votos, mas não tanto quanto o que eu queria. A grande maioria dos partidos de esquerda não apoiou Fernando Haddad. Mas como convencer os eleitores se até o PT não conseguiu convencer seus aliados? Assim, fica ainda mais difícil”.

O ex-jogador e hoje diretor de futebol do São Paulo afirmou também que a eleição de Bolsonaro será um “grande teste para nossa democracia”. “A revolução passa frequentemente pela resistência. Vocês, nós, os franceses, conhecemos bem isso. A onda Bolsonaro é o resultado de uma onda mundial em direção à extrema direita”, disse.
Para Raí, a eleição de Bolsonaro foi, mais do que uma vitória da direita, uma “derrota da esquerda”.
Talvez nós devamos reinventar uma nova revolução humanista, sem perder a essência de sua ideologia. Precisamos procurar um novo modelo de esquerda que seja eficaz e que nos represente. Precisamos também de novos líderes”.
Para Raí, o futebol é “um reflexo da sociedade. Em especial, de seu lado conservador e desconfiado. Nenhum jogador brasileiro se posicionou contra Bolsonaro por causa de uma falta de cultura, de cultura política também”.
Por que não há jogadores que se posicionam contra Bolsonaro?, pergunta L’Équipe. “Eles não se exprimem não por ceticismo, mas porque eles têm medo da agressividade do público e porque eles se sentem em minoria no meio do futebol”, disse Raí.
E, por fim, questionado sobre como seu irmão Sócrates teria reagido à onda de extrema direita, Raí disse que “com força e vigor”. “Ele foi e sempre será um mito, uma inspiração para a democracia e a liberdade”.
FONTE: Chuteirafc



Ministro da Justiça e da Segurança Pública do governo Bolsonaro terá que prestar informações por aceitar o convite do presidente eleito para ocupar pasta


O corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins, decidiu nesta sexta-feira (9) pedir explicações ao juiz federal Sérgio Moro sobre a sua escalação para comandar o superministério da Justiça no governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). Moro terá 15 dias para apresentar esclarecimentos sobre a indicação, alvo de contestações no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apresentadas pela Associação Brasileira de Juristas pela Democracia, por deputados federais e senadores do Partido dos Trabalhadores e por um morador do Paraná chamado Benedito da Silva Junior.

As diversas contestações foram todas reunidas em um mesmo processo, "visando a evitar a repetição de atos processuais, causando demora indevida na tramitação e desperdício de recursos humanos e materiais", segundo o corregedor. Por determinação de Martins, o caso tramitará sob segredo de Justiça.

A Associação Brasileira de Juristas pela Democracia afirma que Moro violou a Constituição Federal e o Código de Ética da Magistratura ao tratar sobre a ida ao governo Bolsonaro ainda durante o exercício da magistratura.



Os parlamentares do PT, por sua vez, acusam Moro de "parcialidade" e de utilizar a sua posição na sociedade para "interferir de maneira indevida no processo eleitoral, sempre com o viés de prejudicar o Partido dos Trabalhadores e suas candidaturas".

"A aceitação do cargo político coroa o que sempre dissemos sobre o juiz Sérgio Moro comportar-se como ser político, não como magistrado", sustenta o PT.


O PT também pediu ao corregedor nacional de Justiça que Moro seja impedido de assumir outro cargo público até o CNJ concluir a investigação de sua conduta no episódio. "Os pedidos de medidas liminares serão apreciados após a vinda das informações", observou Martins em sua decisão. 


O CNJ já apura a atuação de Moro em alguns episódios, como a decisão de divulgar parcialmente trecho da delação premiada do ex-ministro Antonio Palocci, a poucos dias do primeiro turno da eleição presidencial deste ano.




Depoimentos


A conduta de Moro também é analisada no episódio da liminar concedida pelo desembargador Rogério Favreto, do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), que determinou a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso e condenado no âmbito da Operação Lava Jato.


O corregedor marcou para 6 de dezembro os depoimentos de Moro, Favreto e dos desembargadores João Pedro Gebran Neto e Thompson Flores para tratar sobre o caso. Todos serão ouvidos no mesmo dia, em audiências separadas.

Na última terça-feira (6), Moro afirmou que o convite para ser ministro da Justiça e Segurança Pública não tem "nada a ver" com o processo que envolve o ex-presidente Lula, preso desde 7 de abril em Curitiba (PR).


De acordo com Moro, o processo de Lula foi julgado por ele em 2017, quando "não havia qualquer expectativa de que o então deputado Bolsonaro fosse eleito presidente". Moro disse ainda que, apesar das críticas de petistas, não pode pautar a vida dele "com base em fantasia, em álibi falso de perseguição política".

"O ex-presidente Lula foi condenado e preso por ter cometido um crime. O que houve foi uma pessoa que lamentavelmente cometeu um crime e respondeu na Justiça", argumentou naquela ocasião.

Moro também ressaltou na ocasião que políticos dos mais variados espectros políticos foram condenados no âmbito da Lava Jato.

FONTES: Uol.com / Em.com.br

Sebastião enaltece o sucesso do curso de medicina de Serra Talhada




Um grande sonho realizado. É assim que Sebastião Oliveira define a implantação do curso de medicina da Universidade de Pernambuco (UPE) - Campus de Serra Talhada, que aconteceu, em 2013. Hoje, o deputado federal comemora a notícia de que, em 2018, o curso foi o mais concorrido do Sistema Seriado de Avaliação (Sisu).
Há cinco anos, acompanhando a comitiva do governador Eduardo Campos, Sebastião Oliveira, que é médico, discursou para a primeira turma, composta por 20 alunos. 

Na ocasião, aos futuros colegas de profissão, Sebá lembrou da sua trajetória na medicina. “Aprendi primeiro a fazer a clínica médica. Esse ensinamento foi muito importante porque foi onde eu aprendi muito a lidar com as pessoas. O meu conselho é que todos saiam daqui dispostos a lutar pela cura das pessoas”, disse Sebastião Oliveira.
O parlamentar faz questão de destacar o empenho de várias pessoas, para que Serra Talhada fosse contemplada com esse curso, em especial, o do ex-deputado federal Inocêncio Oliveira e o do saudoso governador Eduardo Campos.



Valeu muito a pena nossos esforços, mas é preciso salientar que foi fundamental o olhar visionário de Eduardo”, concluiu Oliveira, que está a caminho do segundo mandato na Câmara Federal.
Recentemente, Sebastião Oliveira acompanhou a visita do governador Paulo Câmara às obras de construção do novo prédio da UPE, na Capital do Xaxado. 
Hospital Geral do Sertão
É mais um sonho que está se tornando real. Será um equipamento muito importante para o Sertão, pois vai beneficiar diversos municípios e, certamente, salvará vidas. Tenho muito orgulho de ter participado ativamente de mais essa conquista”, falou Sebastião Oliveira.


O deputado e líder da bancada do PT na Câmara, Paulo Pimenta, e o coordenador do MTST, Guilherme Boulos visitaram nesta quinta-feira (08) o ex-presidente Lula na Polícia Federal em Curitiba. Após a visita, Pimenta e Boulos concederam uma entrevista coletiva à imprensa.
Confira a entrevista:



A Associação dos Funcionários de BNDES (AFBNDES) rebateu as declarações do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) que levantou suspeitas sobre os investimentos do BNDES, acusando o banco de conter uma “caixa preta”. 

Em nota, a representação dos funcionários defende o trabalho desenvolvido pelo banco de fomento. O BNDES divulga suas operações de forma ampla e transparente, sem paralelo com qualquer outro banco. Até o momento, não há nenhuma evidência que comprometa a atuação dos empregados do BNDES em qualquer esquema de corrupção”.
A Associação decidiu, ainda que sem ser consultada, prestar esclarecimentos sobre as acusações de Bolsonaro: “Em relação ao ‘sigilo bancário’, o BNDES cumpre normas previstas em lei. Não foi formulador, criador ou demandante, pois o tema é normatizado pela lei complementar 105, de 10/1/2001”, escreveu. “Estão disponíveis no portal institucional informações sobre cliente, valor da operação, projeto apoiado, taxa de juros, prazos e garantias”, disse, no comunicado.
Com relação a referências à ‘caixa preta’ do BNDES, é importante esclarecer que, além de prestar contas regularmente ao Bacen, CVM, CGU e TCU, o Banco vem sendo investigado, há quatro anos, por diversos órgãos de controle e foi submetido à três CPIs, Operação Lava Jato, Operação Bullish, Comissões de Apuração Interna e Auditoria Independente. Até o momento, não há nenhuma evidência que comprometa a atuação dos empregados do BNDES em qualquer esquema de corrupção”, concluiu o documento.